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Você joga fora num canto e ele aparece em outro: no bueiro, no canal ou boiando na Baía de Guanabara. Mas não é só o lixo que se move, os impactos também, e nem todo mundo sente igual. Neste papo, seguimos esse caminho desde a origem: como o lixo percorre a cidade, vira ferramenta de aprendizado nas escolas e chega na vida real das comunidades. Entre ciência, prática e território, a pergunta é direta: isso muda alguma coisa? A resposta passa por entender, agir e participar.
Da calçada à Guanabara
Susana Vinzon
(Professora da UFRJ)
Já se perguntou como aquele saco de biscoito foi parar boiando na Baía de Guanabara? E o estrago que ele causa na fauna e nos ecossistemas costeiros? Aqui a ideia é explicar o sistema, porque o lixo não nasce na Baía — ele percorre um caminho. A partir de uma base científica, vamos entender a origem e a dinâmica desse lixo flutuante, conectando pequenos descuidos do dia a dia a um problemão coletivo que vai longe. Porque o que boia na Baía quase sempre começa em terra firme — e entender esse percurso é o primeiro passo pra mudar a história.
O mar começa na sua rua
Isalira Ramos
(Pesquisadora da UFRJ)
A latinha largada na calçada pode parar justamente onde você vai relaxar no fim de semana. Dá pra mudar essa história? Aqui entra uma experiência real que busca traduzir ciência em transformação, fazendo a ponte entre o que a gente entende como problema e o que pode virar solução. Em escolas públicas, crianças constroem uma ecobarreira no manguezal próximo, analisam resíduos e usam ciência, arte, geografia e matemática para investigar a poluição na prática, transformando poluição em aprendizado. O lixo deixa de ser paisagem e vira pergunta, dado e transformação — mostrando que educação ambiental pode gerar impacto real e começar a mudança desde cedo.
A bebida entra, a verdade sobre como lidamos com a crise climática sai
Brunna Tomaino
(Pesquisadora da UERJ)
Mas enquanto a gente fala de lixo… tem gente vivendo isso todos os dias. Nesse papo, a ideia é trazer o “mundo real” — a realidade no território e as soluções possíveis. Porque mudanças climáticas, consumo acelerado e perda de ambientes naturais não afetam todo mundo da mesma forma, e comunidades mais vulneráveis estão na linha de frente desses impactos. A ciência ajuda a entender o problema, mas a resposta passa pela participação popular de verdade. A pergunta é: essas soluções estão funcionando pra quem mais precisa? E como transformar conhecimento em ação coletiva, pra política ambiental não ficar só no discurso?
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