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A ciência está na mídia, nas redes e no discurso público, mas nem tudo ganha destaque. Nesse papo, acompanhamos o caminho da pesquisa do laboratório até a vida real para entender como uma descoberta vira notícia, o que acontece quando a comunicação fica presa às bolhas digitais e como ela chega a diferentes territórios. Também discutiremos disputas por atenção e narrativa, como as mudanças climáticas, onde muitos tentam influenciar o debate. Entre jornalismo, redes e disputa por narrativas, surge a pergunta: produzir informação é suficiente ou a forma de comunicar ainda deixa gente de fora?
Projetar na favela: o que o compasso não resolve
Lusca Fusca
(Arquiteto)
Você olha uma planta de arquitetura e parece tudo resolvido. Mas... e quando a obra sai do papel e encontra a cidade real? Projetar em territórios periféricos envolve lidar com infraestrutura irregular, regras que nem sempre conversam com o cotidiano e obstáculos que não aparecem no desenho. A partir de experiências práticas, entram em cena adaptações, limites e soluções possíveis onde a cidade mais precisa funcionar. Porque arquitetura é traço bonito e também é contexto, com ciência orientando cada decisão.
Estar online basta? A ciência na internet alcança quem precisa?
Dri Cabanelas
(Divulgador científico da Fundação CECIERJ)
A gente nunca produziu tanto conteúdo sobre ciência — vídeos, posts, reels, podcasts. Mas será que isso está chegando em todo mundo? Nesse papo, a ideia é sair das telas e olhar para quem está fora dessas bolhas digitais, onde a desinformação circula mais rápido e com mais força. O que muda quando a ciência chega presencialmente, no território, na conversa direta? Entre experiências reais e reflexões sobre comunicação, surge uma provocação: será que estar online é suficiente — ou a ciência precisa ir até onde as pessoas estão para realmente fazer sentido?
Entre o laboratório e a manchete
Claudia Jurberg
(Assessora de imprensa da FAPERJ)
Você já parou pra pensar por que algumas pesquisas aparecem em todos os jornais… enquanto outras, igualmente importantes, passam completamente despercebidas? Nesse papo, vamos mostrar o que faz uma pesquisa virar notícia e por que isso importa. A conversa passa por temas como o “gancho” jornalístico, a relação entre cientistas e jornalistas e os desafios de transformar assuntos complexos em algo interessante para o público. A ideia é discutir erros comuns, explorar como a mídia escolhe o que vira destaque e apresentar caminhos práticos para tornar a ciência mais visível, compreensível e relevante no dia a dia das pessoas.
Quem controla a conversa sobre o clima? (e por que isso importa)
Francisco Figueiredo
(Divulgador científico e jornalista ambiental)
A pauta climática virou um dos territórios mais disputados das redes sociais (e essa disputa está longe de ser equilibrada). De um lado, coletivos e organizações tentam furar bolhas e mobilizar atenção para temas urgentes. Do outro, grandes empresas constroem presença constante, se conectam com influenciadores e ajudam a moldar percepções muito antes de qualquer crise ganhar destaque. Nesse bate-papo, a ideia é olhar para como essa disputa acontece na prática: quem fala, quando fala e com que alcance. Entre COPs, enchentes e desastres ambientais, surge uma provocação: basta ter razão ou é preciso saber disputar a narrativa?
© contribuintes OpenStreetMap
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