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Nem todo mundo vive a cidade da mesma forma, e isso também vale para o acesso às áreas verdes. A lógica que transforma o contato com a natureza em privilégio pode afetar diretamente a qualidade de vida e o enfrentamento das mudanças climáticas. Neste bate-papo, especialistas de diferentes áreas debatem como as desigualdades sociais e raciais influenciam onde estão, e para quem são, as áreas naturais. O que isso revela sobre urbanismo, clima e cidades? Participe da construção dessa resposta!
Alberto Duck
Formou-se em Ciências Biológicas e em Guia de Turismo, atuando desde o início com educação não formal, principalmente no ecoturismo. Desde pequeno, sempre teve muito contato com a natureza. Em frente à sua casa havia um terreno baldio que, ao longo de 40 anos e com significativa contribuição sua e de sua família, se transformou em uma praça bem arborizada. Adora uma pizza, cervejinha gelada, é ciclista, trilheiro, espeleólogo e fotógrafo amador, Alberto segue a filosofia de fazer o que ama. E a cada dia, bate mais forte aquela necessidade de se jogar na natureza.
Fernanda Maria Souza Silva
Arquiteta e nascida na zona sul de São Paulo, trabalhou nos últimos anos com urbanismo social, regularização fundiária, mitigação de riscos, implementação de áreas verdes e qualificação de espaços públicos. Hoje, atua no ramo de energia solar.
Keila Pereira Francisco
Produtora Cultural e Comunicadora, Keila Pereira tem 29 anos, atua desde 2015 nas áreas de cultura e educação em Parelheiros, zona sul de São Paulo. Foi cofundadora do Coletivo Sarauê, Diretora de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo, Cineclubista na Spcine e hoje é estudante de Letras na USP e dirige o Instituto Social e Cultural Kamusi, onde promove o uso de frutos nativos da Mata Atlântica para preservação da cultura, geração de renda e desenvolvimento sustentável do território. Atualmente está licenciada da presidência da Federação das Mulheres Paulistas, entidade fundada em 1981 que luta pela emancipação das mulheres através do acesso ao mercado de trabalho com direitos iguais, moradia digna, saúde, educação e participação política.
Priscila Leal
Geóloga formada pela USP e mestre em Geociências pela mesma instituição, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) na área de habitação e edificações. Atua também como diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq), entidade que representa mais de oito mil trabalhadores do setor em diversas cidades paulistas. Sua trajetória articula a produção de conhecimento sobre cidade, habitação e infraestrutura urbana com a defesa da ciência, das condições de trabalho e de políticas públicas que enfrentem desigualdades socioambientais.
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